Mostrar items por tag: Sandoval Filho
Qua, 14 de Outubro de 2015 10:09

O sócio fundador da Advocacia Sandoval Filho, Antônio Roberto Sandoval Filho, participou no dia 29 de setembro de almoço organizado pela Associação de Antigos Alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Arcadas). O objetivo do encontro foi reunir associados mantenedores da Associação para atualizá-los a respeito das atividades da entidade e da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco – onde se graduou Antônio Roberto Sandoval.

 


“A Associação de Antigos Alunos é uma entidade que oferece incentivo material à Faculdade e mantém viva a memória da instituição”, explica o advogado. “Ser mantenedor da Associação é uma forma de retribuir tudo o que a São Francisco nos proporcionou em termos de educação, experiência, relacionamentos e inesquecíveis memórias”.


De acordo com José Carlos Madia de Souza, atual presidente da entidade, além do elo afetivo entre antigos alunos e a Faculdade, a Associação empenha-se principalmente em preservar o renome da Faculdade de Direito.


“Partindo da ideia de que o diploma de graduação – ou de pós-graduação – é um dos ativos mais importantes na carreira de um profissional, é natural que procuremos zelar para que a Faculdade seja cada vez mais valorizada”, diz. “Afinal, quanto mais o seu curso se valoriza e se mantém no topo, mais o seu diploma se torna importante”.


A ideia do almoço, segundo o presidente da entidade, foi reunir os associados mantenedores para formar um conselho consultivo da Associação. “Pretendemos realizar, a cada seis meses, um almoço com esses associados para discutir o que está acontecendo na Faculdade e como a Associação vem trabalhando para apoiá-la, além de colher ideias desses profissionais vitoriosos que amam a Escola como nós”.


A Arcadas


Fundada em 1931, a Associação de Antigos Alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo tem como missões: resgatar as tradições e a cultura acadêmica através de pesquisas e doações referentes à história da Faculdade; estabelecer comunicação frequente com seus associados; congregar antigos e atuais alunos em festividades e encontros; além de reconhecer, perpetuar e valorizar a Faculdade de Direito do Largo São Francisco e seu Centro Acadêmico XI de agosto.


Confira mais detalhes da história da Associação acessando o site da entidade: http://www.arcadas.org.br/

 

Confira a galeria de fotos do almoço:


Publicado em Edição 381

A data de 25 de março de 2015 é desde já um marco para a Justiça brasileira e uma vitória para todos os aqueles que, como nós, lutamos pelo correto cumprimento das ordens judiciais definitivas como é o caso dos precatórios alimentares.

Naquela data, o Supremo Tribunal Federal fez o que se espera da mais alta corte do País: com clareza, coragem e discernimento, os ministros do STF fixaram um limite de cinco anos para que estados e municípios paguem todas as dívidas com precatórios.

Como acontece muitas vezes em temas que envolvem a Constituição Federal, para muitos juristas a Suprema Corte teria avançado o sinal, chamando para si as tarefas de legislar e governar, que cabem ao Legislativo e ao Executivo. São posições respeitáveis, que os ministros da Corte decidiram enfrentar.

Outra medida polêmica envolveu a fixação do indexador para o estoque das dívidas de estados e municípios com precatórios. O Supremo fixou um novo indexador que começou a ser aplicado a partir de 25 de março de 2015. Trata-se do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), que é um muito mais próximo da realidade e mais favorável, portanto, aos credores.

No entanto, o STF manteve, para a dívida a ser corrigida até 25 de março de 2015, o indexador antigo, a TR – Taxa Referencial de Juros, que reajusta a poupança. Estima-se que o prejuízo aos credores tenha sido, em alguns casos, de 30%.

Com a decisão, o Supremo pôs fim a todas as dúvidas que restavam depois que foi julgada parcialmente inconstitucional a Emenda Constitucional nº 62. E fixou um prazo razoável para que estados e municípios zerem o estoque das dívidas com precatórios.

É uma decisão de excepcional importância que reconhece a luta dos credores e de seus advogados. Devemos, naturalmente, receber com cautela essa decisão. Nada impede que, acionados por prefeitos e governadores, o Congresso Nacional aprove medidas que ponham por terra a decisão do Supremo. Movimentos nessa direção já foram esboçados por alguns prefeitos e governadores.

É nosso dever que permaneçamos atentos e alertas quanto a tais medidas. Estamos confiantes, no entanto, de que o caminho dos governantes ficou mais restrito. A eles cabe, como a todos os cidadãos brasileiros, cumprir as leis. E o Supremo deixou isso claro mais uma vez.

“Ainda há juízes em Berlim”. Com essa frase encerrei minha participação na sustentação oral que fiz junto ao Plenário do Supremo Tribunal Federal em 2002 para pedir intervenção federal no estado de São Paulo em razão do calote nos precatórios. Desta vez, diante da altiva decisão do STF, podemos dizer, “há juízes em Brasília”.


Publicado em Blog Sandoval Filho

A data de 25 de março de 2015 é desde já um marco para a Justiça brasileira e uma vitória para todos os aqueles que, como nós, lutamos pelo correto cumprimento das ordens judiciais definitivas como é o caso dos precatórios alimentares.

Naquela data, o Supremo Tribunal Federal fez o que se espera da mais alta corte do País: com clareza, coragem e discernimento, os ministros do STF fixaram um limite de cinco anos para que estados e municípios paguem todas as dívidas com precatórios.

Como acontece muitas vezes em temas que envolvem a Constituição Federal, para muitos juristas a Suprema Corte teria avançado o sinal, chamando para si as tarefas de legislar e governar, que cabem ao Legislativo e ao Executivo. São posições respeitáveis, que os ministros da Corte decidiram enfrentar.

Outra medida polêmica envolveu a fixação do indexador para o estoque das dívidas de estados e municípios com precatórios. O Supremo fixou um novo indexador que começou a ser aplicado a partir de 25 de março de 2015. Trata-se do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), que é um muito mais próximo da realidade e mais favorável, portanto, aos credores.

No entanto, o STF manteve, para a dívida a ser corrigida até 25 de março de 2015, o indexador antigo, a TR – Taxa Referencial de Juros, que reajusta a poupança. Estima-se que o prejuízo aos credores tenha sido, em alguns casos, de 30%.

Com a decisão, o Supremo pôs fim a todas as dúvidas que restavam depois que foi julgada parcialmente inconstitucional a Emenda Constitucional nº 62. E fixou um prazo razoável para que estados e municípios zerem o estoque das dívidas com precatórios.

É uma decisão de excepcional importância que reconhece a luta dos credores e de seus advogados. Devemos, naturalmente, receber com cautela essa decisão. Nada impede que, acionados por prefeitos e governadores, o Congresso Nacional aprove medidas que ponham por terra a decisão do Supremo. Movimentos nessa direção já foram esboçados por alguns prefeitos e governadores.

É nosso dever que permaneçamos atentos e alertas quanto a tais medidas. Estamos confiantes, no entanto, de que o caminho dos governantes ficou mais restrito. A eles cabe, como a todos os cidadãos brasileiros, cumprir as leis. E o Supremo deixou isso claro mais uma vez.

“Ainda há juízes em Berlim”. Com essa frase encerrei minha participação na sustentação oral que fiz junto ao Plenário do Supremo Tribunal Federal em 2002 para pedir intervenção federal no estado de São Paulo em razão do calote nos precatórios. Desta vez, diante da altiva decisão do STF, podemos dizer, “há juízes em Brasília”.


Publicado em Blog Sandoval Filho

O advogado Luis Renato Avezum, sócio da Advocacia Sandoval Filho, escreveu artigo sobre a diferença entre precatório e RPV. Ele aborda ainda a decisão do Supremo Tribunal Federal que estabelece que, no caso de ações coletivas, deve ser considerado o valor individual de cada processo e não a soma de todos os valores, pois isso poderia prejudicar diversos credores que receberiam por RPV e, portanto, mais rapidamente.

Veja a publicação do Migalhas em http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI211839,21048-STF+RPV+nao+afronta+o+artigo+100+da+Constituicao+Federal

Ou acesse o artigo no Blog dos Advogados clicando aqui.


Publicado em Edição 338

A Advocacia Sandoval Filho informa a seus clientes e amigos que não irá atender no dia 20 de novembro de 2014 por conta do Dia da Consciência Negra, decretado feriado no município de São Paulo. A Equipe voltará às atividades normalmente no dia 21 de novembro.

Desde já, agradecemos a sua compreensão.


Publicado em Edição 337

A diferença entre a aposentadoria para os servidores que ingressaram no serviço público antes e depois de 2013 é o tema do artigo escrito pela advogada Valéria Porto e publicado pelo jornal Correio Braziliense. Ela explica que, ao contrário do “antigo” servidor público – que exercia as atividades durante 30 ou 35 anos com tranquilidade e tinha sua aposentadoria garantida com 80% da remuneração em atividade –, o novo servidor vai receber uma aposentadoria de, no máximo, o teto do RGPS (Regime Geral de Previdência Social) – que hoje é de R$ 4.390,24. Caso queira um benefício maior, o servidor deve recorrer à previdência complementar. Leia o artigo completo e veja todos os detalhes.

Correio Braziliense - 17 de novembro de 2014

Previdência complementar do servidor público

Valéria Porto

Os servidores que ingressaram no serviço público a partir de 2013 o fizeram sob novas condições e terão que adotar comportamento bastante distinto daquele dos “antigos” servidores públicos, que, ao tomar posse e entrar em exercício, podiam exercer suas atividades com “tranquilidade” durante 30-35 anos e, ao final desse período, esperar sua merecida aposentadoria, mesmo com proventos no valor de 80% de sua remuneração na atividade.

Isso porque o novo servidor receberá, a título de aposentadoria pelo RPPS, proventos máximos equivalentes ao valor do teto do RGPS, que hoje é de R$ 4.390,24. E caso queira um benefício maior, deverá contribuir para a previdência complementar.

O Brasil está envelhecendo rapidamente. Com o aumento da expectativa de vida e a queda na taxa de fecundidade, em menos de 40 anos 30% da população será formada por idosos, segundo o IBGE. A projeção acende um sinal amarelo para o governo, que precisa efetuar reformas nas áreas da previdência e da saúde, e aumentar investimentos em políticas sociais voltadas à população idosa.

Mas cria também um alerta para o servidor público, que corre o risco de chegar à velhice sem condições de manter sua qualidade de vida, caso não dê tratamento adequado à sua vida financeira e previdenciária desde o seu ingresso no serviço público.

Até a promulgação da CF/1988, a proteção social dos servidores públicos sempre foi tratada como uma extensão da política de pessoal do Estado. O direito à aposentadoria, considerado prêmio, decorria do fato de os servidores terem se dedicado ao Estado, e não porque haviam contribuído para isso.

A CF/1988 trouxe regras diferenciadas para a aposentadoria dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como os das autarquias e fundações públicas (art. 40, caput, da CF/1988).

A EC 3/1993 determinou a obrigatoriedade de contribuição para o custeio de aposentadorias e pensões, e modificações ainda mais significativas vieram por meio das EC 20/1998, EC 41/2003, EC 47/2005 e EC 70/2012.

No Brasil coexistem três modalidades de regimes previdenciários: dois regimes públicos, o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), e o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), e um regime privado, o de Previdência Complementar (RPC).

O RGPS, administrado pelo INSS, é obrigatório a todos os trabalhadores da iniciativa privada (art. 201 da CF/1988). Já o RPPS, de caráter contributivo e solidário, é destinado aos servidores públicos de cargos efetivos da União, dos Estados e dos Municípios, que organizaram seu pessoal conforme estatuto próprio (art. 40 da CF/ 1988). O RPC (art. 202 da CF/1988) visa assegurar benefícios previdenciários complementares às prestações asseguradas pelos regimes públicos. A instituição do regime de previdência complementar do servidor público foi autorizada pela EC 20/1998, que acrescentou o § 14 ao art. 40 da CF/1988.

O novo regime do servidor público traz também novas responsabilidades e quebras de paradigma aos atores envolvidos. Ao governo cabe, agora, enfrentar o desafio de bem administrar o binômio da proteção social dos servidores públicos versus equilíbrio financeiro atuarial, de forma a compatibilizar a previdência social do servidor público com a nova realidade social e econômica.

Aos jovens servidores cabe destinar parte de seu tempo de capacitação ao estudo de suas regras de aposentadoria, tanto no regime próprio, quanto no regime complementar, devendo incluir nessa agenda ações de educação financeira e previdenciária. Isso porque o servidor público, caso queira obter um benefício de aposentadoria que seja pelo menos equivalente à sua remuneração na fase ativa, deverá atuar como um servidor-empreendedor, poupando e investindo parte de sua remuneração, com vistas a formar reservas financeiras que lhe garantam um futuro tranquilo.

Artigo: Valéria Porto é Advogada, servidora do Ministério do Planejamento, foi assessora de ministro do STF. Atuou na discussão sobre o projeto de lei que originou o regime da Previdência Complementar do Servidor Público Federal


Publicado em Edição 337

A SPPREV entendeu por extinguir a paridade de beneficiários de pensão por morte, cujo óbito do ex-servidor seja posterior a 01/2004, com exceção dos pensionistas de servidores aposentados antes do advento da EC 41/2003, que faleceu até a vigência desta; e dos pensionistas de servidores aposentados por invalidez permanente. Veja artigo escrito pelo advogado Victor Sandoval Mattar, sócio da Advocacia Sandoval Filho.


A São Paulo Previdência publicou no Diário Oficial de 31 de outubro de 2014, o seguinte comunicado:
“DIRETORIA DE BENEFÍCIOS - SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS

Comunicado

Assunto: ESCLARECIMENTO PARIDADE/BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO

A São Paulo Previdência, entidade gestora do Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo, comunica aos seus beneficiários de pensão por morte, cujo óbito do ex-servidor seja posterior a 01/2004; que a partir da folha 10/2014 o valor dos seus proventos será alterado para “benefício previdenciário” e será pago em rubrica única “1026”. Tal rubrica refletirá a soma dos valores percebidos pelo beneficiário no mês anterior a alteração.

Estes benefícios de pensão civil serão reajustados anualmente com base no Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), em obediência ao § 8º do art. 40 da Constituição Federal e com a Lei Complementar Estadual 1105/2010. A paridade na pensão por morte, de acordo com a Constituição Federal e com a manifestação da Subprocuradoria Geral do Estado, acolhida pelo Procurador Geral na análise do PA 29/2014 só será mantida em três casos; quais sejam:

I. Benefícios vigentes à data da publicação da EC 41/2003 e benefícios nos quais o servidor provedor da pensão faleceu até o dia 31-12-2003;

II. Benefícios nos quais o servidor provedor da pensão foi aposentado pelo art. 3º da EC 47/2005;

III. Benefícios nos quais o servidor provedor da pensão foi aposentado por invalidez, de acordo com o art. 1º da EC 70/2012.

Os beneficiários que tiverem seu benefício alterado e fizerem parte das exceções acima previstas, deverão procurar a SPPREV e apresentar “- Declaração de Situação Funcional”, emitida pelo órgão em que trabalhava o (a) ex-servidor (a) provedor (a) da pensão enquanto este (a) estava em atividade, constando a regra de sua aposentadoria, no sentido de comprovar que o (a) ex-servidor (a) provedor (a) em questão se aposentou nos termos do art. 3º da Emenda Constitucional 47/2005 ou do art. 1º da Emenda Constitucional 70/2012.

Maiores informações sobre o fim da paridade para as pensões civis cujo óbito do (a) ex-servidor (a) provedor (a) se deu após 31-12-2003 e que não se enquadram nas exceções citadas aqui, poderão ser obtidas no site da São Paulo Previdência (www.spprev.sp.gov.br), no Teleatendimento (0800-777-7738) ou em uma das unidades de atendimento desta autarquia.”.

O ato da autarquia antecipa-se ao julgamento de caso admitido como Repercussão Geral pelo STF (leia a decisão), que aguarda julgamento, a saber:

Ementa: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. DIREITO A PARIDADE E INTEGRALIDADE. APOSENTADORIA ANTERIOR AO ADVENTO DA EC 41/2003 E FALECIMENTO APÓS A SUA PROMULGAÇÃO. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.

(RE 603580 RG, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 05/05/2011, DJe-122 DIVULG 27-06-2011 PUBLIC 28-06-2011 EMENT VOL-02552-02 PP-00162 RT v. 100, n. 911, 2011, p. 466-471)

Apesar de precipitado, o novo posicionamento adotado pela SPPREV manteve a paridade i) ao pensionista de servidor aposentado antes do advento da EC 41/2003, que faleceu até a vigência desta; e ii) ao pensionista de servidor aposentado por invalidez permanente.

Se V.Sas se enquadram nestas situações, observem as instruções do comunicado supra, a fim de reivindicar, junto à SPPREV, a manutenção da paridade.

Victor Sandoval Mattar
OAB/SP 300.022


Publicado em Edição 336
Sex, 10 de Outubro de 2014 14:27

Supremo julga direito à desaposentação

O Supremo Tribunal Federal começou, no dia 8 de outubro, sob o mecanismo da “repercussão geral”, o julgamento de um processo envolvendo a chamada “desaposentação” pelo INSS. Os segurados que haviam se aposentado e decidiram voltar a trabalhar, recolhendo os benefícios correspondentes, pleiteiam na Justiça a possibilidade de nova aposentadoria, mais vantajosa, com base no período adicional trabalhado e nos recolhimentos correspondentes feitos. A Advocacia Geral da União (AGU), que defende o Estado, é contrária ao instituto da desaposentação. Segundo cálculos da AGU, os custos da aprovação dessa medida podem causar prejuízos de R$ 69 bilhões à Previdência a longo prazo.

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região considerou válida a desaposentação desde que o segurado devolva os benefícios recebidos desde que voltou à ativa. Já os defensores dos segurados acreditam que esses valores não precisariam ser devolvidos para garantir o direito à desaposentação, já que foram recebidos de “boa-fé” e são créditos de natureza alimentar, não cabendo a devolução.

A palavra final sobre o assunto caberá ao Supremo Tribunal Federal. O processo ainda está em julgamento pela Corte. Até o momento, apenas o Ministro Luís Roberto Barroso votou, sugerindo que a desaposentação fosse permitida sem a devolução dos rendimentos arrecadados, mas que o fator previdenciário fosse calculado levando-se em conta a idade e o salário da data da primeira aposentadoria. A ação ainda aguarda os votos dos outros Ministros do Supremo.

O processo em julgamento é o Recurso Extraordinário 661.256. A decisão do STF servirá de orientação para todos os demais processos envolvendo a desaposentação.


Publicado em Edição 331

Está em pauta para julgamento no Supremo Tribunal Federal a indenização pelo não pagamento da revisão geral anual aos servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União. O processo, que teve repercussão geral reconhecida pelo STF, diz respeito ao não pagamento da revisão geral anual por parte do Poder Executivo aos servidores, direito garantido pela Constituição Federal – conhecida como data-base. Com a repercussão geral reconhecida, a decisão do Corte influenciará todos os julgamentos do Judiciário de mesma matéria que estejam aguardando julgamento atualmente. O Ministro Marco Aurélio, relator do processo, já concedeu seu voto a favor dos servidores alegando “terrível” a omissão por parte dos últimos governos na concessão desse direito. A Ministra Cármen Lúcia, após pedido de vista, acompanhou o relator. Já o Ministro Roberto Barroso votou contra o requerimento dos servidores e o Ministro Teori Zavascki, que também pediu vistas, dará seu voto na sessão que de 2 de outubro.

Veja todos os detalhes na matéria divulgada pelo Fenajufe – Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União.

Fenajufe – 30 de setembro de 2014


Data-base: indenização da revisão geral anual não foi julgada na quarta (1º/10), mas está na pauta do STF para esta quinta (02/10)

Estava na pauta da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal realizada na quarta-feira, 1º de outubro, o Recurso Extraordinário (RE) nº 565089, que discute o direito a indenização pela não concessão da revisão geral anual prevista no artigo 37, X, da Constituição Federal.

Os coordenadores da Fenajufe, Cledo Vieira e Eugênia Lacerda, estiveram no STF para acompanhar a sessão, mas o RE 565089 não chegou a ser apreciado, já que a sessão teve que ser encerrada porque três ministros teriam que se ausentar para participar da sessão extraordinária do TSE. Contudo, a pauta da sessão desta quinta-feira (02/10) prevê a apreciação da matéria.

O recurso chegou ao STF em 2007, e teve reconhecida repercussão geral. Isso significa que a decisão influirá em todos os julgamentos que envolvam a matéria, em todas as instâncias do Poder Judiciário.

A Fenajufe requereu ingresso e foi habilitada como interessada no processo, ainda em 2008. A assessoria jurídica da Federação manifestou-se em defesa dos servidores e chegou a realizar sustentação oral em sessão plenária. O parecer do Procurador-Geral da República, emitido naquele ano, foi favorável à tese.

Em 2011, o relator, ministro Marco Aurélio, deu voto favorável, e o julgamento foi suspenso por pedido de vista da ministra Carmen Lúcia. Apesar das cobranças da Fenajufe, o processo somente voltou à pauta em abril deste ano, com voto favorável da ministra e voto contrário do ministro Roberto Barroso. Pedido de vista do ministro Teori Zavascki interrompeu novamente o julgamento do processo, que volta à pauta nesta quarta.

Em 2001, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2061, o próprio STF reconheceu a omissão do Poder Executivo cumprir a previsão constitucional da revisão geral anual. Até hoje, no entanto, a decisão não surtiu efeitos práticos, tendo em vista a relutância dos governos em dar efetividade ao direito. Em audiência com a Fenajufe em novembro do ano passado, o ministro Marco Aurélio descreveu como “terrível” a omissão dos últimos governos no trato dessa questão. Leia mais: http://fenajufe.org.br/index.php/imprensa/ultimas-noticias/fenajufe/1549-fenajufe-discute-data-base-e-pautas-da-je-com-novo-presidente-do-tse

A inclusão em pauta era cobrada e pode ter relação com a campanha salarial em curso. Para a Fenajufe, o julgamento desse processo pode ser mais um elemento de pressão sobre o governo e a cúpula do Judiciário na luta pela reposição salarial, combinado com o fator determinante que é a mobilização da categoria. A cobrança dos servidores sobre o Judiciário tem aumentado com as recentes decisões em benefício exclusivo de magistrados, como é o caso do auxílio-moradia.

A defesa da revisão geral anual e da implementação de data-base com política salarial permanente integram a pauta de reivindicações da categoria, aprovada nas instâncias da Fenajufe, sem prejuízo da luta por um plano de carreira que inclua valorização salarial e profissional.


Publicado em Edição 331

Pelo terceiro ano consecutivo, a Advocacia Sandoval Filho patrocinou o seminário realizado pelo Departamento Jurídico XI de Agosto da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), que se encerra nesta quinta, dia 18/9. Neste ano, o tema do seminário foi “Novo Código de Processo Civil: Análise Crítica dos Novos Instituto”. Liderados pelo fundador, Antônio Roberto Sandoval Filho, membros da equipe da Advocacia Sandoval Filho estiveram presentes representando o Escritório e se atualizando profissionalmente. Na foto, da esquerda para a direita, Antônio Roberto Sandoval Filho, Luis Renato Avezum, Cláudio Pontes, Victor Sandoval Mattar e Ricardo Lebrão.

O DJ XI de Agosto promove anualmente este seminário com o objetivo de obter recursos para manter suas atividades, difundir sua imagem e discutir um tema jurídico que está em destaque.

Para Antônio Roberto Sandoval Filho, sócio fundador da Advocacia Sandoval Filho, além da atualização profissional promovida pelo seminário, a causa maior do XI de Agosto é a assistência à população carente. “Como fui diretor do Onze, em 1978, conheço o trabalho desenvolvido e tenho um carinho especial por aquela instituição”, conta Roberto Sandoval.

“A Advocacia Sandoval Filho contribui para manter viva essa instituição tão prestigiada e sua tradição de assistir réus carentes, além de contribuir muito para a formação de futuros advogados, estudantes que estagiam no Onze e que têm ali a oportunidade de cuidar de um processo do começo ao fim”, explica o advogado.


Publicado em Edição 328
<< Início < Anterior 1 2 3 Próximo > Fim >>
Página 1 de 3

EDIÇÕES ANTERIORES

A Advocacia Sandoval Filho informa que o recebimento de e-mails estará suspenso entre os dias 17/12/2016 e 8/01/2017 por conta do período de recesso do Escritório.
Pedimos a gentileza de retornar o contato a partir do dia 9/01/2017. Agradecemos a sua compreensão.

fechar